Ransanz Reyes E, Arana-Cuenca A, Manzanal Martínez AI. Recommendations for designing collaborative activities in online higher education: a systematic review. J Technol Sci Educ. 2025;15(1):4-17. doi:10.3926/jotse.2818.
García Dieguez M. Comentário sobre a Colaborar online não é apenas “formar grupos”: estratégias para projetar atividades virtuais eficazes. [Internet]. Organização Pan-Americana da Saúde. Repositório Bibliográfico. Citado em: 10/07/2025. Disponível em: https://campus.paho.org/pt-br/repo/colaborar-online-nao-apenas-formar-grupos-estrategias-projetar-atividades-virtuais-eficazes
García Dieguez M.
CEEProS Universidad Nacional del Sur
Este artigo é útil para docentes, designers instrucionais e responsáveis por programas virtuais que desejam transformar atividades em grupo em verdadeiras experiências de aprendizagem colaborativa. Seu principal mérito é não se limitar a afirmar que a colaboração online "funciona", mas identificar condições concretas de desenho, como clareza dos objetivos, organização dos grupos, regras de interação, acompanhamento docente, escolha adequada das ferramentas digitais e avaliação do processo. Embora o estudo esteja voltado ao ensino superior em geral, seus resultados são altamente transferíveis para a educação permanente dos profissionais da saúde, na qual a aprendizagem colaborativa online pode favorecer discussão de casos, resolução de problemas, comunidades de prática e o desenvolvimento de competências transversais.
A revisão incluiu 46 artigos publicados entre 2018 e 2023, seguindo uma metodologia baseada no PRISMA. Os autores organizaram os achados em três dimensões principais: fatores contextuais, estratégias pedagógicas e tecnologias da informação e comunicação (TIC). Entre os fatores contextuais, destacam que a experiência prévia do docente, a disposição dos estudantes para colaborar e os sistemas institucionais de avaliação influenciam fortemente o sucesso da atividade. Em relação às estratégias pedagógicas, o artigo enfatiza que a colaboração online exige um desenho instrucional intencional, incluindo formação criteriosa dos grupos, objetivos claros, guias de aprendizagem, monitoramento da comunicação e feedback contínuo. Quanto às TIC, são descritas ferramentas para comunicação, gestão do conhecimento e organização do trabalho colaborativo, incluindo fóruns, chats, redes sociais, wikis, Linoit, Microsoft Teams, Blackboard Collaborate, realidade virtual, avatares e inteligência artificial.
Como limitação, a revisão excluiu estudos teóricos e revisões anteriores, o que pode ter deixado de incluir contribuições conceituais relevantes. Além disso, nem todos os estudos analisados pertencem ao campo da educação das profissões da saúde, de modo que a aplicação dos resultados à educação médica ou ao desenvolvimento profissional contínuo deve ser feita com cautela. Ainda assim, o artigo oferece uma síntese prática e bem estruturada para o desenho de atividades colaborativas online com maior potencial para promover interação significativa e aprendizagem.
- Antes de iniciar a atividade, definir objetivos explícitos de aprendizagem colaborativa.
- Formar os grupos com base em critérios pedagógicos, e não aleatoriamente.
- Elaborar instruções com regras claras de colaboração.
- O docente deve atuar como facilitador ativo durante todo o processo.
- Escolher as ferramentas digitais de acordo com a tarefa de aprendizagem.
- A avaliação deve combinar a análise do produto final e do processo colaborativo.
- A tecnologia deve ser entendida como um meio para promover a aprendizagem, e não como um fim em si mesma.